Cuidado integral
Cuidados paliativos
Cuidado paliativo é cuidado ativo. Ele acompanha a paciente e a família para aliviar sintomas, preservar a qualidade de vida e apoiar decisões, e pode começar já no diagnóstico, junto do tratamento do câncer.
O que são
Qualidade de vida em todas as fases
Segundo a Organização Mundial da Saúde, cuidados paliativos são uma abordagem que melhora a qualidade de vida de pacientes e familiares diante de uma doença que ameaça a vida, prevenindo e aliviando o sofrimento físico, emocional, social e espiritual.
Na oncologia, isso se traduz em olhar para a pessoa inteira: a dor, o cansaço, o apetite, o sono, o medo, as dúvidas da família e o que é importante para cada paciente.
Dúvidas e mitos
O que é verdade sobre cuidados paliativos
- Mito
“Cuidados paliativos são só para quem está morrendo.”
Eles podem começar no diagnóstico e caminhar junto com cirurgia, quimioterapia e radioterapia, em qualquer fase da doença.
- Mito
“Aceitar cuidados paliativos é desistir do tratamento.”
O objetivo é somar: tratar o câncer e, ao mesmo tempo, cuidar da dor, dos sintomas e do bem-estar.
- Verdade
“Dor não precisa ser suportada em silêncio.”
Existem medicamentos e técnicas seguras para controlar a dor. Relatar o que sente é parte do tratamento.
- Verdade
“A família também é cuidada.”
Familiares e cuidadores recebem orientação e apoio, e participam das decisões quando a paciente deseja.
Por que começar cedo
Integrar desde o início faz diferença
Diretrizes internacionais, como as da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), recomendam que pessoas com câncer avançado recebam cuidados paliativos de forma precoce, junto do tratamento oncológico.
Estudos mostram que essa integração melhora a qualidade de vida e o controle de sintomas, além de ajudar pacientes e famílias a tomar decisões mais alinhadas ao que é importante para elas.
No Brasil, desde 2024 existe uma Política Nacional de Cuidados Paliativos, que reconhece esse cuidado como parte da rede de saúde.
Na oncoginecologia
Desafios frequentes nos tumores ginecológicos
Dor e desconforto
Dor pélvica ou abdominal, com plano de controle ajustado a cada fase do tratamento.
Sintomas digestivos
Náuseas, falta de apetite e obstrução intestinal, que podem exigir medicamentos, ajustes na alimentação ou procedimentos.
Líquido e inchaço
Acúmulo de líquido no abdome (ascite) e inchaço nas pernas (linfedema), com medidas para aliviar e prevenir.
Corpo e emoções
Mudanças na sexualidade, na autoimagem e no humor, com escuta e apoio de outros profissionais quando necessário.
Como funciona
O acompanhamento, na prática
- conversa sobre valores, prioridades e o que é importante para você;
- plano de controle de sintomas, revisado a cada consulta;
- orientação e apoio à família e aos cuidadores;
- decisões compartilhadas sobre os próximos passos, incluindo, quando a paciente deseja, o registro das diretivas antecipadas de vontade;
- trabalho em conjunto com psicologia, nutrição, enfermagem, fisioterapia e outras áreas.
A formação em cirurgia oncológica, somada ao aperfeiçoamento avançado em cuidados paliativos que a Dra. Tariane realiza desde 2019 (320 horas), permite olhar para esses problemas de forma integrada, incluindo procedimentos que aliviam sintomas quando são indicados.
Dúvidas frequentes
Perguntas sobre cuidados paliativos
Quando começar os cuidados paliativos?
Idealmente, cedo. Diretrizes internacionais recomendam que pessoas com câncer avançado recebam cuidados paliativos logo no início do acompanhamento, junto do tratamento oncológico, e não apenas quando os tratamentos se esgotam.
Vou parar o tratamento do câncer?
Não. Os cuidados paliativos somam-se ao tratamento. A paciente pode fazer cirurgia, quimioterapia ou radioterapia e, ao mesmo tempo, receber cuidado para dor, sintomas e bem-estar.
A família participa?
Sim, se a paciente desejar. Familiares e cuidadores recebem orientação e apoio, e participam das conversas sobre os próximos passos.
O que são diretivas antecipadas de vontade?
É o registro, feito pela própria paciente, dos cuidados e tratamentos que deseja ou não receber caso não consiga se expressar no futuro. O Conselho Federal de Medicina reconhece esse instrumento, e ele pode ser conversado com calma durante o acompanhamento.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. Palliative care: fact sheet. Acessar
- Ferrell BR et al. Integration of Palliative Care Into Standard Oncology Care: ASCO Clinical Practice Guideline Update. J Clin Oncol. 2017;35(1):96-112. Acessar
- Temel JS et al. Early palliative care for patients with metastatic non-small-cell lung cancer. N Engl J Med. 2010;363(8):733-742. Acessar
- Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 3.681, de 7 de maio de 2024: institui a Política Nacional de Cuidados Paliativos no SUS. Acessar
Conteúdo educativo, atualizado em setembro de 2026. Não substitui a consulta médica: cada caso precisa de avaliação individual.
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